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30 de nov de 2014

A Derrota do óbvio. Crônica escrita por Arnaldo Jabor.

Imagem retirada da internet. Link aqui.
A vitória da Dilma começou há dez anos, quando o PSDB preferiu não se defender dos ataques de Lula e do PT. Nunca entenderei como um partido que, no governo, acabou com a inflação, criou leis modernizantes, reformas fundamentais, se fechou, se "arregou, se encagaçou" diante das acusações mais infundadas, por preguiça e medo. Aí o PT deitou e rolou. E conseguiu transformar o social-democratas em "reacionários de direita", pecha que os jovens imbecis e intelectuais de hoje engoliram.
Ou seja, o melhor projeto para o País foi desmoralizado como "neoliberal", de "direita".
Os intelectuais que legitimaram o Lula /Dilma nos últimos 12 anos repetem os diagnósticos óbvios sobre o mundo capitalista, mas, na hora de traçar um programa para o Brasil, temos o "silêncio dos inocentes". Rejeitam o capitalismo, mas não têm nada para botar no lugar. Assim, em vez de construir, avacalham. Estamos no início de um grave desastre. E esses "revolucionários" de galinheiro não se preocupam com o detalhe de dizer "como" fazer suas mudanças no País.
Dizem que querem mudar a realidade brasileira, mas odeiam vê-la, como se a realidade fosse "reacionária". Isso me faz lembrar (para um breve refresco cômico) a frase de Woody Allen: "A 'realidade' é enigmática, mas ainda é o único lugar onde se pode comer um bom bife".
No Brasil, a palavra "esquerda" continua a ser o ópio dos "pequenos burgueses" (para usar um termo tão caro a eles). Pressupõe uma especialidade que ninguém mais sabe qual é, mas que "fortalece", enobrece qualquer discurso. O termo é esquivo, encobre erros pavorosos e até justifica massacres.
Nas rasas autocríticas que fazem, falam em "aventureirismo", "vacilações", "sectarismo" e outros vícios ideológicos; mas o que os define são conceitos como narcisismo, paranoia, onipotência, voracidade, ignorância. É impossível repensar uma "esquerda", mantendo velhas ideias como: "Democracia burguesa, fins justificam os meios, superioridade moral sobre os 'outros', luta de classes clássica". Uma "nova esquerda" teria de acabar com a fé e a esperança. Isso dói, eu sei; mas contar com essas duas antigas virtudes não cabe mais neste mundo de bosta de hoje.

27 de out de 2014

Os 3,27%.Reflitamos!




A democracia deve ser respeitada. No caso em questão, a vitória não significa nem de longe uma "aprovação" geral, afinal, entre o primeiro e o segundo candidato houve apenas 3,27% de diferença. 

O resultado é para se refletir. Onde erramos? Consumada a eleição, resta a nós a ideia fixa de continuarmos lutando por um país melhor, mais correto, equânime, e justo. Não desistiremos do nosso Brasil. Avante! Cabeça erguida, olhar fixo no horizonte, certos de que essa tempestade irá passar. 

Sou paulista, Araçatubense com orgulho, e aqui, demos um banho na "cumpanheirada".

Imagem retirada na internet, em: http://placar.eleicoes.uol.com.br/2014/2turno/sp/#/61557-SP 27/10/2014 äs 8h20.


12 de out de 2014

Quero morar na propaganda do PT.


E pode. Tenha certeza disso.

     Achei essa pérola na internet, mais precisamente no site da Veja, assisti e achei oportuno e interessante compartilhar. 

       Os mais curiosos e atentos clicarão no vídeo abaixo e concordarão com uma verdade irrefutável, o Brasil real carece de gente preparada que faça acontecer para TODOS aquilo que somente alguns "companheiros"  puderam alcançar.



 O Vídeo que assisti no site está postado no Youtube,nesse endereço: https://www.youtube.com/watch?v=DMMpFQa3IV8 

19 de jul de 2014

FHC para Lula: o Brasil se cansou de ataques infundados.


E Quando você acha que já viu tudo a metamorfose continua. 
 Lula insiste em dizer que houve corrupção “escondida” no meu governo. Cita comumente dois episódios em sua assertiva: o caso SIVAM e a compra de votos na aprovação da emenda da reeleição, assuntos ocorridos há quase duas décadas, e que foram esmiuçados e devidamente esclarecidos na época. Eis o resumo deles:
a)O Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM) foi aprovado durante o governo Itamar Franco, em 1993, através do Conselho de Defesa Nacional. Desse Conselho, então Ministro da Fazenda, eu não participava. Em 1994, o governo contratou a empresa norte-americana Raytheon para executá-lo. Em 1995, já no meu governo, gravações de conversas telefônicas, previamente autorizadas pela Justiça, mostravam o suposto envolvimento de um assessor presidencial efetuando tráfico de influência na implantação do SIVAM. Trazido à tona pela Revista Isto É, o caso se tornou notório, causando crise política. Injuriado, o Ministro da Aeronáutica pediu demissão. A investigação do caso foi exaustiva no Executivo, através de Comissão de Sindicância interna da Presidência, Comissão de Inquérito do Itamaraty e Procuradoria Geral da República. Sindicância da Polícia Federal não comprovou a suspeita inicial. O TCU instaurou 16 procedimentos, incluindo 6 auditorias, tendo em dezembro de 1996 considerados “regulares os procedimentos adotados pelo Ministério da Aeronáutica”. No Senado, relatório de avaliação, finalizado em fevereiro de 1996, não apontou irregularidades. Na Câmara dos Deputados, uma CPI se completou sem comprovar nada ligado à corrupção. Os detalhes dessa história foram por mim relatados em meu livro “A Arte da Política (A história que vivi)”, nas páginas 270 a 276. (ver abaixo)
b)A Emenda Constitucional nº 16, que permite a reeleição dos chefes de Executivo no Brasil, foi aprovada pelo Congresso Nacional em 1997. Na Câmara dos Deputados, o primeiro escrutínio se realizou em 28 de janeiro de 1997, mostrando 336 votos a favor, 17 contra, com 6 abstenções; no segundo turno, o resultado foi de 369 a favor, 111 contra, com 5 abstenções. O quorum mínimo para aprovação de PEC, de três quintos, exige 308 votos. Era larga, portanto, a margem de aprovação. Em 13 de maio, antes da votação no Senado, o jornal Folha de S Paulo publicou trechos de gravações indicando que cinco deputados federais do Acre – Ronivon Santiago, João Maia, Zila Bezerra, Osmir Lima e Chicão Brígido – teriam recebido R$ 200 mil cada um para votar a favor da reeleição. Nenhum era do PSDB. Um misterioso “Senhor X”, que mais tarde se soube ser o ex-deputado acreano Narciso Mendes, teria gravado as fitas. A matéria diz que um dos deputados se referiu ao Ministro das Comunicações, Sergio Motta e aos governadores do Acre e do Amazonas (pois a reeleição caberia também para governadores e prefeitos). O Congresso abriu sindicância para apurar os fatos. Em 21 de maio os deputados Ronivon Santiago e João Maia renunciaram aos seus mandatos. A CCJ abriu processo por quebra de decoro parlamentar contra os demais deputados, não encontrando, porém, provas para encaminhar a cassação. Nenhum outro deputado sofreu processo investigatório. Não houve acusação formal ao Ministro Sérgio Mota que, mesmo assim, espontaneamente foi depor na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Ninguém mais do governo precisou se manifestar. Em meu livro, já citado, esmiúço essa história entre as páginas 284 a 305. (ver abaixo)
Falando à imprensa no último dia 02 de julho, Lula avançou suas declarações habituais, arrolando outros dois casos para atingir minha honra. O primeiro deles é insignificante: trata-se da revogação, feita por mim, de um Decreto que instituíra uma inoperante comissão de fiscalização pública. Em seu lugar, criamos o Conselho de Ética, que até hoje funciona. Ou seja, meu governo aperfeiçoou o controle da conduta dos funcionários públicos.
O segundo, mais evidenciado, se referia à “pasta rosa”, uma lista de supostas doações de campanha efetuadas pelo Banco Econômico, referente às eleições ocorridas em 1990. O documento foi encontrado após a intervenção federal no Banco, em agosto de 1995, e continha o nome de 49 políticos, supostamente financiados de forma irregular. Entre eles se encontravam ACM, José Sarney, Renan Calheiros, Benito Gama. O presidente do Banco, Ângelo Calmon de Sá, acabou indiciado, por outros motivos, pela Polícia Federal. Em fevereiro de 1996, o procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, pediu o arquivamento do inquérito sobre as doações irregulares por falta de provas.

10 de jul de 2014

O que fazer com as flâmulas e bandeiras Brasileiras que você comprou?


Imagem retirada da internet, link aqui.


Não começarei dando as dicas senão o texto vai ficar sem sentido, convido-o (a) a raciocinar comigo.

Assisti alguns comentários de "especialistas" e outros de pessoas "comuns" e ambos atônitos após a partida. Desses comentários classifiquei alguns como coerentes, e é claro outros não. O Mais coerente (no meu ponto de vista) reproduzo aqui com algumas adaptações, afinal, não me lembro agora de todas as palavras usadas, mas o sentido que entendi foi reproduzi abaixo:

“... O mundo não acabou amanhã é outro dia. Imaginar que foi a maior humilhação do mundo é um raciocínio muito bobo afinal, nossas obrigações não cessam e devem ser executadas todos os dias, independente do resultado de uma partida de futebol, inclusive amanhã...”.

22 de jun de 2014

Em Progresso.


Imagem retirada da internet, link aqui,
Eu nunca quis a copa do mundo no Brasil, muito menos ainda no padrão FIFA. Porque?

Por que quando leio que alguns de nós demoram até 2 horas para serem atendidos em prontos socorros, quando ouço que alguns são atendidos nos corredores de hospitais, e quando por intermédio da televisão vejo que muitos morrem dentro de hospitais no interior do país sem nem ao menos serem atendidos, isso  me revolta!  Como posso conceber estádios que ultrapassaram para serem construídos e ou reformados a faixa de milhões de reais??







Quando veremos o retorno do nosso dinheiro enfiado nesses "elefantes" que foram reformados e ou construídos com o dinheiro público? Nosso dinheiro! Quando? Respondo: nunca!  Como sempre ficaremos inertes esperando que as soluções para nossos problemas caiam do céu. Essa atitude será incontestavelmente mais uma prova da nossa incompetência como povo, como nação!

11 de mai de 2014

Ney Matogrosso escancara o Brasil real.


Poucos artistas que não fazem parte do Brasil Maravilha, e por isso pensam, escancaram a verdade do "padrão Fifa" existente em nosso País. Vale a pena ouvir


11 de abr de 2014

O Farmacêutico do Ar. Escrito por Fernando Gabeira - O Estado de São Paulo




Para meu querido povo brasileiro.
Figura retirada da internet, link aqui 
Uma pérola dessas que vale a pena ler e reler. Fernando Gabeira descreve de forma clara e concisa a bandalheira que os "cumpanheirú" insistem ser um jeito "diferente" de fazer política. Tudo pelo social, tudo pelo humano. Para isso, basta ter o nominho registrado, a carteirinha com a estrela vermelha e falar amém para tudo.


As coisas andam esquisitas. Ou sempre estiveram, não sei. Dia agradável de trabalho na Serra da Canastra, revisitei a nascente do São Francisco e vi uma loba-guará se movendo com liberdade em seu território. De noite sonhei com o PT. Logo com o PT.
Sentei-me na cama para entender como os pesadelos do Planalto invadiam meus sonhos na montanha. Lembrei-me de que no início da noite vira a história de André Vargas e do doleiro Alberto Youssef na TV, os farmacêuticos do ar que vendiam remédios dos outros ao Ministério da Saúde. Pensei: esse Vargas é vice, no ano que vem seria presidente da Câmara dos Deputados. Como foi possível a escalada de um quadro tão medíocre? A resposta é a obediência, o atributo mais valorizado pelos dirigentes, antítese de inquietação e criatividade, sempre punidas com o isolamento.
Vargas fazia tudo o que o partido queria: pedia controle da imprensa e fazia até o que o partido aprova, mas não ousa fazer, como o gesto de erguer o punho na visita do ministro Joaquim Barbosa, do STF, ao Congresso. Em nossa era, esse deputado rechonchudo, que poderia passar por um burguês tropical, simboliza o resultado catastrófico da política autoritária de obediência, imposta de cima.
Num falso laboratório, com o nome fantasia de Labogen (gen é para dar um ar moderno), Vargas e Youssef tramavam ganhar dinheiro vendendo remédios ao ministério. O deputado, que ocupava o mais alto cargo do PT na Câmara, trabalhava para desviar dinheiro da saúde! É um tipo de corrupção que merece tratamento especial, pois suga recursos e equipamentos destinados a salvar as pessoas. A corrupção na saúde ajuda a matá-las.
A catástrofe dessa política autoritária se revela também na escolha de Dilma Rousseff para suceder a Lula. Sob o argumento de que os quadros políticos poderiam abrir uma luta fratricida, escolheu-se uma técnica com capacidade de entender claramente que Lula e o PT fariam sua eleição. A suposição de que o debate entre candidatos de um mesmo partido seria ameaçador para o governo é uma tese autoritária. Nos EUA, vários candidatos de um mesmo partido disputam as primárias. E daí?
Lula sabia que um quadro político nascido do choque de ideias seria um sucessor com potencial maior que Dilma para ganhar luz própria. E a visão autoritária de Lula - sair plantando postes nas eleições, em vez de aceitar que novas pessoas iluminassem o caminho - contribuiu para a ruína do próprio PT.
Tive um pesadelo com o PT porque jamais poderia imaginar que chegasse a isso. Os petistas, aliás, carnavalizaram uma tradição de esquerda. Figuras como André Vargas erguem os punhos com a maior facilidade, como se estivessem partindo para a Guerra Civil Espanhola na Disneylândia. E os erguem nos lugares e circunstâncias mais inadequados, como num momento institucional. Um vice-presidente não pode comportar-se na Mesa como um militante partidário. O correto é que tivesse sido destituído do cargo depois daquele punho erguido. Mas o PT e seus aliados não deixariam o processo correr. Ele são fortes, organizados, bloqueiam tudo. Será que essa força toda dará conta do que vem por aí?
Estamos em ano eleitoral e Dilma, nesse cai-cai. É compreensível que as esperanças se voltem para Lula como salvador de um projeto em ruínas. Mas como salvar o que ele mesmo arruinou? O esgotamento do projeto do PT é também o de Lula, em que pese sua força eleitoral. Ele terá de conduzir o barco num ano de tempestades.

25 de mar de 2014

O Brasil para Iniciantes.


Texto e imagem retirados de: http://www.jb.com.br/opiniao/noticias/2014/03/24/o-jornal-do-brasil-e-a-fifa/ 25/03/2014 – 18h37.

1: Sim nem sempre significa “sim”
Os brasileiros são um povo receptivo e otimista, e eles nunca começam uma frase com “não”. Há vários sentidos para a palavra “sim”. De fato, para os brasileiros, “sim” pode significar “talvez”. Se alguém lhe disser “eu ligo de volta”, não espere que o telefone toque nos cinco minutos seguintes.

2: O tempo é flexível
A pontualidade não é exatamente uma ciência no Brasil. Quanto você combina de encontrar alguém, ninguém espera que você esteja no local na hora exata. Um atraso de 15 minutos é a norma. Se duas pessoas marcam um encontro às 12h30, elas vão se ver a partir das 12h45.

3: Contato físico
Homens e mulheres não estão acostumados com o modo europeu de manter uma distância educada entre si. Eles falam com as mãos e não hesitam em tocar a pessoa com a qual conversam. Nas casas noturnas, isso pode até resultar num beijo, mas não se deve levar a mal. Um beijo, no Brasil, é só uma forma descontraída de comunicação não verbal, não um convite para algo mais.

4: Filas
Esperar pacientemente na fila não está no DNA dos brasileiros. Quando eles vão subir numa escada rolante, por exemplo, não existe o costume britânico de se alinhar em um dos lados. Em vez disso, preferem o caos. Mas, de algum modo, conseguem chegar ao topo (frequentemente).

5: Contenção
Se você for a uma churrascaria que oferece tudo-o-que-há-para-comer e se quiser provar imediatamente toda a variedade de carnes, lembre-se de duas coisas: de não se alimentar nas 12 horas anteriores e de comer em pequenas porções, já que a melhor carne é geralmente servida por último.

6: Prevalência do mais forte
Nas ruas, os pedestres são claramente ignorados, e, mesmo nas faixas de segurança, dificilmente um motorista vai parar. O direito de ultrapassagem dos motoristas é simplesmente definido pelo veículo maior.

16 de mar de 2014

A soma e o Resto por Fernando Henrique Cardoso.


Tudo aquilo que acrescenta conhecimento e nos traz a noção de coisas boas devemos compartilhar. 
Dito isso, compartilharei com você frases, pensamentos que considerei como coisas boas ditas e escritas por aquele que considero um dos maiores estadistas desse país, e sem dúvida, uma personalidade conhecida como cidadão do mundo. 
São frases e relatos colhidos do livro A Soma e o Resto: Um olhar sobre a vida aos 80 anos – de Fernando Henrique Cardoso em depoimento a Miguel Darcy de Oliveira, Editora Civilização Brasileira - 6ª. Edição 2012, uma verdadeira primavera intelectual.

“Sou cartesiano, mas com pitadas de candomblé. Acasos, acidentes, escolhas, capacidade para assumir riscos... os pontos de inflexão na minha trajetória são um misto de tudo isso”.

EXÍLIO E DESCOBERTA DA AMÉRICA LATINA.
“Todo exílio é uma terrível violência emocional. Fui posto para fora do pais pelos militares e pelo Exército, que para mim era com se fosse a família, nunca um poder agressor” Página 29.
“Construímos as bases de uma resistência democrática, forçando os limites. Foi uma aposta na esperança. Política não é a arte do possível. É a arte de criar as condições para tornar o possível o necessário”. Página 35.

SONHO E REALIDADE.
“As utopias existem. Com o passar do tempo os sonhos vão mudando. Não dá para fazer tudo, a vontade não é lei, mas isso não é razão para se ficar conformado”. Página 41.
“Se o mundo não mudou como imaginávamos nos nossos sonhos, as sociedades melhoraram. O mundo de hoje não é pior do que o do passado. É diferente”. Página 45.

MUDAR O BRASIL.
“Uma grande força de renovação do Brasil está nos setores populares e médios que escapam do clientelismo estatal. Esse espírito novo está longe do dia a dia mesquinho da política congressual”. Página 50.

A JUSTIÇA COMO NOVA GRANDE NARRATIVA.
“Há um divórcio crescente entre sociedade e política. O sistema político está em crise e a sociedade está criando novas formas de participação. Mas os dois processos correm em paralelo”. Página 63.

CARTESIANO COM PITADAS DE CANDOMBLÉ.
“Tem gente que se diz progressista e é conservadora. Tem medo de mudar. O novo para mim é uma mudança de cabeça, é a sociedade que avança sem ser controlada por um partido ou pelo Estado”. Página 70.

UMA NOVA SOCIEDADE: MENOS ORGANIZADA MAIS CONECTADA.
“É a emergência do novo que move a sociedade. Não estamos repetindo o passado nem seguindo modelos de fora. Algo original está sendo gerado aqui e agora”. Página 83.

“Para o PT, os social-democratas eram traidores. Para o PSDB, os petistas eram totalitários. Ambos estavam defasados da realidade”. Página 88.

“No Passado a identidade de um indivíduo vinha do pertencimento a uma instituição. Hoje cada um pensa e decide por si. A solidariedade é virtual e variável”. Página 96.

10 de mar de 2014

Exemplo de Democracia.


Vídeo retirado do Youtube, endereço aqui: http://www.youtube.com/watch?v=dcAPljiOB7I .
Enquanto a maioria deleita-se apenas com "joguinhos", "fotinhas", redes sociais e outras "bobeirinhas", assuntos sérios internos e mesmo mundiais passam por nós sem a devida atenção! 
Devemos refletir sempre! 
Como o nosso Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) não está nem aqui e nem lá, quatro senhores cuja formação, linha de pensamento em nada lembram o popularesco, o comum, o óbvio, o corriqueiro resolveram traçar algumas linhas que tornou-se um manifesto bem elaborado e repleto de verdades que alguns preferem não enxergar.
Nós, abaixo assinados, Oscar Arias Sánchez, Fernando Henrique Cardoso, Ricardo Lagos e Alejandro Toledo,concordamos em formular a seguinte declaração conjunta:
Temos observado com preocupação e alarme os acontecimentos que vêm ocorrendo na Venezuela durante as últimas semanas. Manifestações estudantis de protesto pacífico contra as políticas do governo, fato normal em qualquer sociedade democrática, têm sido objeto de uma repressão desmedida por parte das forças de segurança e de ataques por parte de grupos armados ilegais que alguns meios de comunicações vinculam com partidos políticos no governo.
Estes fatos estão na origem de uma alarmante escalada de violência e de uma rápida deterioração da situação dos direitos humanos no país.
A violência já custou a vida de várias pessoas atingidas por balas; estudantes presos declararam publicamente terem sido submetidos a torturas e tratamento desumanos e degradantes por parte das autoridades; a imprensa independente tem sido perseguida e dificuldades foram criados para impedir que os meios de comunicação informem sobre os acontecimentos, incluindo a retirada do ar de um canal internacional de televisão e ameaças de fazer o mesmo com outro, agressões físicas a jornalistas e limitações à aquisição de papel para a imprensa escrita.
Numerosos estudantes presos estão sob a ameaça de processos penais; o senhor Leopoldo López foi sumariamente privado de liberdade
Além disso, o protesto cívico e da oposição democrática tem sido criminalizado. Numerosos estudantes presos estão sob a ameaça de processos penais; o senhor Leopoldo López, líder de um partido de oposição, foi sumariamente privado de liberdade e acusado, por motivos políticos, de diversos delitos. Outros líderes democráticos também têm sido submetidos a perseguições judiciais por razões políticas.
Condenamos estes fatos e instamos o Governo venezuelano e todosos partidos e atores políticos a estabelecer um debate construtivo no marco de referência dos princípios democráticos universalmente reconhecidos, tal como definidos na Carta Democrática Interamericana.
Fazemos um apelo especial ao governo para que contribua para a criação, sem demora, das condições propícias para esse debate, com uma agenda compartilhada e sem exclusões. Para tanto é imperativo que se ponha fim de imediato à perseguição contra os estudantes e os líderes da oposição, colocando em liberdade o senhor Leopoldo López e todos os demais detidos ou perseguidos por razões políticas. Faz-se também necessária a condução de uma investigação independente e transparente sobre as denúncias de torturas e outras violações de direitos humanos. Devem cessar as restrições e hostilidades impostas à imprensa independente, o que inclui o restabelecimento do sinal do canal internacional de televisão bloqueado pelo governo.
É igualmente necessário que as manifestações de protesto dos partidos de oposição e de outras organizações sejam conduzidas de forma pacífica, como ocorre nas sociedades democráticas e com o respeito devido ao mandato das diferentes autoridades do país, nos termos definidos pela Constituição venezuelana.
Na condição de amigos da democracia venezuelana, confiamos que esse país será capaz de superar a extrema polarização e a intolerância que dominaram a cena política nos últimos anos – males que minaram a eficácia dos mecanismos internos de debate democrático e a confiança na independência e imparcialidade de numerosas e relevantes instituições. Ao mesmo tempo, fazemos um chamamento à comunidade internacional para que se junte a um esforço concertado em prol do fortalecimento da democracia e da preservação da paz na Venezuela.
5 de março de 2014

9 de mar de 2014

Ela Fala pelo Brasil.


Ela ri do que???

 Link:http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,ela-fala-pelo-brasil,1134754,0.htm-07/03/2014-19h58.

Até mesmo o lusófono presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, deve ter tido sérias dificuldades para entender os dois discursos da presidente Dilma Rousseff proferidos em Bruxelas a propósito da cúpula União Europeia (UE)-Brasil. Não porque contivessem algum pensamento profundo ou recorressem a termos técnicos, mas, sim, porque estavam repletos de frases inacabadas, períodos incompreensíveis e ideias sem sentido.

Ao falar de improviso para plateias qualificadas, compostas por dirigentes e empresários europeus e brasileiros, Dilma mostrou mais uma vez todo o seu despreparo. Fosse ela uma funcionária de escalão inferior, teria levado um pito de sua chefia por expor o País ao ridículo, mas o estrago seria pequeno; como ela é a presidente, no entanto, o constrangimento é institucional, pois Dilma é a representante de todos os brasileiros – e não apenas daqueles que a bajulam e temem adverti-la sobre sua limitadíssima oratória.

Logo na abertura do discurso na sede do Conselho da União Europeia, Dilma disse que o Brasil tem interesse na pronta recuperação da economia europeia, “haja vista a diversidade e a densidade dos laços comerciais e de investimentos que existem entre os dois países” – reduzindo a UE à categoria de “país”.

Em seguida, para defender a Zona Franca de Manaus, contestada pela UE, Dilma caprichou: “A Zona Franca de Manaus, ela está numa região, ela é o centro dela (da Floresta Amazônica) porque é a capital da Amazônia (…). Portanto, ela tem um objetivo, ela evita o desmatamento, que é altamente lucrativo – derrubar árvores plantadas pela natureza é altamente lucrativo (…)”. Assim, graças a Dilma, os europeus ficaram sabendo que Manaus é a capital da Amazônia, que a Zona Franca está lá para impedir o desmatamento e que as árvores são “plantadas pela natureza”.

Dilma continuou a falar da Amazônia e a cometer desatinos gramaticais e atentados à lógica. “Eu quero destacar que, além de ser a maior floresta tropical do mundo, a Floresta Amazônica, mas, além disso, ali tem o maior volume de água doce do planeta, e também é uma região extremamente atrativa do ponto de vista mineral. Por isso, preservá-la implica, necessariamente, isso que o governo brasileiro gasta ali. O governo brasileiro gasta um recurso bastante significativo ali, seja porque olhamos a importância do que tiramos na Rio+20 de que era possível crescer, incluir, conservar e proteger.” É possível imaginar, diante de tal amontoado de palavras desconexas, a aflição dos profissionais responsáveis pela tradução simultânea.

Ao falar da importância da relação do Brasil com a UE, Dilma disse que “nós vemos como estratégica essa relação, até por isso fizemos a parceria estratégica”. Em entrevista coletiva no mesmo evento, a presidente declarou que queria abordar os impasses para um acordo do Mercosul com a UE “de uma forma mais filosófica” – e, numa frase que faria Kant chorar, disse: “Eu tenho certeza que nós começamos desde 2000 a buscar essa possibilidade de apresentarmos as propostas e fazermos um acordo comercial”.

Depois, em discurso a empresários, Dilma divagou, como se grande pensadora fosse, misturando Monet e Montesquieu – isto é, alhos e bugalhos. “Os homens não são virtuosos, ou seja, nós não podemos exigir da humanidade a virtude, porque ela não é virtuosa, mas alguns homens e algumas mulheres são, e por isso que as instituições têm que ser virtuosas. Se os homens e as mulheres são falhos, as instituições, nós temos que construí-las da melhor maneira possível, transformando… aliás isso é de um outro europeu, Montesquieu. É de um outro europeu muito importante, junto com Monet.”

Há muito mais – tanto, que este espaço não comporta. Movida pela arrogância dos que acreditam ter mais a ensinar do que a aprender, Dilma foi a Bruxelas disposta a dar as lições de moral típicas de seu padrinho, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Acreditando ser uma estadista congênita, a presidente julgou desnecessário preparar-se melhor para representar de fato os interesses do Brasil e falou como se estivesse diante de estudantes primários – um vexame para o País

25 de fev de 2014

Venezuela: inferno de perseguição,

Atrás o Chaves,Chaves, Chaves...

"No hay nada peor que tener miedo a decir la verdad"


Escrito por Óscar Àrias – Ex-Presidente da Costa Rica (Prêmio Nobel da Paz-1987)

Quero juntar minha voz ao coro de preocupação que se ouve em grande parte da nossa América.

Multidões de estudantes e cidadãos que se opõem ao governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro foram brutalmente atacados com armas de fogo pelas forças de segurança.

Em nenhum país verdadeiramente democrático alguém é preso ou assassinado por discordar das políticas do governo ou por manifestar em público seu descontentamento. A Venezuela de Maduro pode fazer todos os esforços de oratória para vender a ideia de que é efetivamente uma democracia. Cada violação dos direitos humanos que comete nega na prática tal afirmação, porque sufoca a crítica e a dissidência.

Todo governo que respeite os direitos humanos deve respeitar o direito de seu povo de manifestar-se pacificamente. O uso da violência é inaceitável. Recordemos a advertência de Gandhi: “Olho por olho e o mundo inteiro se tornará cego”.

Sempre lutei pela democracia. Estou convencido de que, se não existe oposição numa democracia, devemos criá-la, não reprimi-la e condená-la ao inferno da perseguição, como parece fazer o presidente Maduro.

O governo da Venezuela deve respeitar os direitos humanos, sobretudo os dos opositores. Não há nenhum mérito em respeitar apenas os direitos de seus partidários.

Martin Luther King Jr. disse que “os lugares mais quentes do inferno estão reservados àqueles que num período de crise moral se mantiveram neutros. Num determinado momento, o silêncio se converte em traição”.

Estou consciente de que estas afirmações me deixarão exposto a todo tipo de crítica por parte do governo venezuelano. Serei acusado de imiscuir-me em assuntos internos, de desrespeitar a soberania nacional e, quase com certeza, de ser um lacaio do império.

Sou, sem dúvida, um lacaio do império: do império da razão, da tolerância, da compaixão e da liberdade. Sempre que os direitos humanos forem violentados, não vou calar-me. Não posso calar-me se a mera existência de um governo como o da Venezuela, uma afronta à democracia. Não vou calar-me quando estiver em perigo a vida de seres humanos que apenas defendem seus direitos de cidadão.

Vivi o suficiente para saber que não há nada pior do que ter medo de dizer a verdade.

Tradução e formatação do texto obtido em: http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/quatro-anos-depois-de-escancarar-o-abismo-existente-entre-um-palanqueiro-e-um-estadista-oscar-arias-mostra-a-diferenca-que-separa-um-democrata-corajoso-de-uma-cumplice-do-capataz-da-venezuela/em 25/02/2014 às 12h.


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